Em Assassin’s Creed, o jogador é colocado a jogar com Altair, um assassino da era medieval, que tem como missão impedir um grupo de homens que invadam a Terra Santa. Para que isso não aconteça Altair é equipado com armas letais para quem se meter com ele, e a ajuda da organização Hashshashin (uma organização de assassinos para qual Altair trabalha).
O jogo coloca-nos em duas acções diferentes: uma no futuro, em que controlamos Desmond (um descendente de Altair), e a outra no passado onde encarnamos Altair. Ao princípio o jogo poderá ser um pouco confuso, mas ao fim de algum tempo percebemos que Desmond foi levado à força até uma empresa de genética, que tem como objectivo pegar no ADN de Desmond e reconstruir memórias do seu antepassado. Como essas memórias estão um pouco difusas e incompletas, Desmond deita-se numa máquina que faz a reconstrução dessas memórias, e é aí que Altair “presta o seu serviço” para com o jogo.
Sem contar mais pormenores de enredo, um dos problemas com que eu me deparei foi a falta de legendas, o que dificulta algumas vezes entender o que os personagens do jogo dizem.
Um outro pormenor menos bom sobre o jogo surge devido a uma característica fantástica do jogo. Um pouco paradoxal, não acham? O problema é que a acção não é constante, o que causa muitas quebras de ritmo, o que levará o jogador a aborrecer-se, e isto dá-se porque AC tem um mapa enorme, muito detalhado o que não permite que haja uma acção constante. Tinha que haver espaço para pesquisas, e para fugas, caso sejam precisas.
O modo de combate é fantástico, porque temos algumas armas ao nosso dispor para aniquilar os que se opuserem no nosso caminho, o número de armas irá aumentando à medida que avançamos no jogo, existe sempre a possibilidade de “dar de fuga” no meio do combate e ir correndo por entre a multidão, saltar de casa em casa, atravessar ruas até que possamos estar descansados num esconderijo que tanto pode ser um banco, um monte de palha, uma tenda, ou até nos camuflarmos entre os monges.
Os objectivos que nos são dispostos ao longo do jogo não muito complexos e podem consistir em roubar alguém, obter informações, salvar uma pessoa da população.
As sombras estão excelentes, e raramente se vê um trabalho tão bom neste campo! Quando estiverem a jogar, tenham calma e apreciem os gráficos em todo o seu esplendor!
Também não há nada a apontar em relação às frames por segundo, pois o jogo corre sempre fluidamente, sem qualquer quebra ou bloqueio (pelo menos não houve nenhum enquanto eu joguei =D).
A sonorização é um dos pontos mais fortes de Assassin’s Creed. Quando estamos na cidade, com uma multidão à volta, é impressionante com se consegue ouvir umas conversas vindas de todo o lado, tal e qual como se estivéssemos na praça.
A banda sonora deste jogo é magnífica e é da autoria de Jesper Kyd.
Resumindo e baralhando, este jogo da Ubisoft é uma excelente aposta para qualquer jogador, mesmo para aqueles que não morram de amores por este estilo do jogo.
Tem uma história original, tem inúmeros objectivos em sítios diferentes, o que faz com que não tenhamos de estar sempre no mesmo sítio. A grandeza do mapa ajuda nisso e não se pode deixar de assinalar a liberdade de movimento que proporciona ao jogador.
Não é todos os dias que se vê um sistema de luta tão bom como o de AC, o problema é que os inimigos não se tornam mais difíceis ao longo do jogo o que os tornam bastante fáceis de aniquilar (e eu que o diga, porque uma vez tive de me despachar de uns 40 gajos depois de ter destruído um alvo principal do jogo, e fiz isso em 2 minutos…).
Mas, seja como for este jogo não me deixou de surpreender.
A este jogo dou uma nota final de 8/10.
O jogo está disponível também para a Xbox360 e PC.
Até ao próximo post
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